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Carros com câmbio CVT: como funciona, quais carros têm

lifan x60 cvt

No mercado brasileiro, os carros com câmbio CVT ganharam mais importância por conta do Inovar-Auto, ajudando a reduzir as metas de consumo.

Ele pode ser empregado em diversos tipos de motores e aqui no Brasil vai desde propulsores pequenos e aspirados até turbinados ou híbridos.

Neste último caso, apesar de poucas exceções, é o câmbio preferido nos carros que chegam a ter emissão zero.

Honda

Na marca japonesa, toda a gama de produtos – com exceção do Civic Si Coupé – possui transmissão CVT de fábrica ou opcional. Nos modelos Fit, City e WR-V, esse tipo de câmbio trabalha com o motor 1.5 i-VTEC FlexOne de até 116 cavalos. No HR-V, o motor usado é o 1.8 i-VTEC FlexOne com até 140 cavalos (gasolina). No Civic, os motores usados são o 2.0 i-VTEC FlexOne de até 155 cavalos e o 1.5 VTC Turbo Earth Dream com 174 cavalos (Touring). O mesmo motor com 190 cavalos equipa a nova geração do CR-V, que também tem tração nas quatro rodas.

JAC Motors

Os modelos T40 e T5 são as únicas opções da marca chinesa com câmbio CVT. No primeiro caso, o câmbio trabalha com o novo motor 1.6 DVVT da JAC, que entrega 138 cavalos e 17,1 kgfm. No segundo, o SUV compacto mantém o motor 1.5 JetFlex com até 127 cavalos e 15,7 kgfm.

Lexus

A divisão luxuosa da Toyota emprega do câmbio CVT em seu híbrido CT200h, que é vendido no Brasil com o mesmo sistema empregado no Prius, entregando 99 cavalos no motor 1.8 Dual VVT-i Atkinson e 82 cavalos no motor elétrico. O superluxuoso LS500h também emprega esse tipo de câmbio, mas em conjunto com uma caixa automática de apenas quatro marchas, que funciona intercalando o funcionamento do CVT. A potência combinada chega a 359 cavalos.

Lifan

Outra marca chinesa que aposta no CVT por aqui. O X60 na versão VIP oferece esse tipo de transmissão, que trabalha junto com o motor 1.8 16V de 128 cavalos e 16,8 kgfm. O utilitário esportivo ainda tem opção de câmbio manual de cinco marchas na versão Talent.

Mitsubishi

O ASX tem câmbio CVT Invecs-III, que funciona junto com o motor 2.0 Flex de até 170 cavalos e 23 kgfm. O modelo ainda tem opção de tração AWD. O Lancer compartilha da mesma transmissão, mas seu motor 2.0 é movido apenas por gasolina e entrega 160 cavalos. O Outlander 2.0 também usa CVT com motor a gasolina de 160 cavalos.

Nissan

Nesta marca japonesa, apenas a picape Frontier não tem CVT. Os compactos March e Versa são equipados com motor 1.6 16V de 111 cavalos com 15,1 kgfm (veja aqui Versa 2014: versões, equipamentos, etc), nos dois combustíveis. Já o crossover Kicks possui o mesmo motor 1.6, mas com 114 cavalos e 15,5 kgfm. Por fim, o Sentra tem motor 2.0 de 140 cavalos e 20 kgfm.

Renault

Apesar da marca francesa ainda apostar no automatizado a bordo do Sandero Stepway ou no velho automático de quatro marchas no Captur 2.0, ela introduziu recentemente o câmbio CVT para os modelos Duster e Captur. Em ambos, o motor usado é o 1.6 SCe de até 120 cavalos e 16,2 kgfm. Além deles, o Fluence – saindo de cena – tem essa transmissão com motor 2.0 Flex de até 143 cavalos e 20,3 kgfm.

Subaru

Quando se fala em CVT, impossível não esquecer do Lineartronic da Subaru. Agora sem Impreza ou Legacy, a marca japonesa oferece o câmbio de fábrica nos modelos XV e Forester. No primeiro, o motor 2.0 boxer entrega 156 cavalos e 20 kgfm. No SUV nipônico, esse propulsor tem 150 cavalos e 20,2 kgfm. No Forester Turbo, o 2.0 tem 240 cavalos e 35,7 kgfm. Na perua-crossover Outback, o motor é 3.6 boxer com 256 cavalos, mas o mesmo torque do 2.0 Turbo. Todos possuem tração S-AWD.

Toyota

Corolla tem o câmbio CVT Multidrive, que equipa as versões com motor 1.8 Dual VVT-i de até 144 cavalos e 18,6 kgfm, bem como o 2.0 Dual VVT-i com até 153 cavalos e 20,7 kgfm. O híbrido Prius – em geração mais atual que o Lexus CT200h – tem motor 1.8 Dual VVT-i Atkinson com 98 cavalos e 14,2 kgfm, além de motor elétrico com 72 cavalos e 16,6 kgfm. O SUV médio RAV4 tem motor 2.0 Dual VVT-i com 145 cavalos, mas a tração é apenas dianteira.

Toyota Yaris 2018 brasil 1

Como funciona o câmbio CVT?

Constituído por duas polias de abertura variável, assim como cintas duplas de aço, o CVT permite uma variação infinita de relações entre elas, apesar de recentemente terem sido adotadas simulações de marcha com mudanças mais profundas na variação das polias, a fim de que o condutor tenha a sensação de estar num carro com marchas, o que é totalmente falso.

Como é linear, um carro pode chegar a 80 km/h mantendo 1.500 rpm desde a saída, por exemplo.

cvt corolla

Na realidade existem programações básicas que podem ser adicionadas ao câmbio. No Honda Fit da primeira geração existiam três (D, S e L), mas no Japão eram sete.

Hoje é essa a programação de variação no CVT que simula marchas. O câmbio Multitronic da Audi, simulava oito velocidades. Alguns carros, como o Nissan Sentra, por exemplo, não simulam marchas.

Mas, este tipo de transmissão tem uma característica não aprecia por muita gente, que é o deslizamento natural da variação das polias, que torna as saídas mais lentas.

Daí a simulação para tentar reduzir esse efeito. Recentemente, a Toyota adicionou um conjunto de engrenagens para uso apenas nas saídas, garantindo assim uma resposta maior. Esse câmbio chega aqui na próxima geração do Corolla.

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no PG jogos, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X

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