Querosene, álcool de limpeza e fluído de isqueiro para camping são coisas que se encontram em uma loja de ferragens e elas possuem seus usos próprios, mas também funcionariam num carro?
Talvez… Desde que esse carro seja muito velho, carburado e de preferência um Fiat 126, aquele da última geração de automóveis de motor traseiro da marca italiana.
O polonês, vendido inclusive como FSM Niki na Austrália, foi o alvo de uma experiência para ver se, em uma época do continente distante como retratada em Mad Max, o dono de um Fiat 126 conseguiria sobreviver sem gasolina ou diesel nas bombas de combustíveis.
O canal Garbage Time decidiu experimentar esses produtos que um dono de 126 realmente roubaria de uma casa de ferragens cujos donos fugiram ou morreram, em busca de uma solução para fazer seu pequeno Fiat andar.
Nas prateleiras quase vazias, o sobrevivente dono do 126 encontraria querosene, álcool de limpeza e fluído de isqueiro de acampamento, conhecido como Shellite.
No querosene, o teste mostrou que o motor de dois cilindros com 650 cm³ e 24 cavalos se recusou a iniciar a ignição, mas após ser aquecido por gasolina, ele funcionou irregularmente com este produto, chegando mesmo a manter o funcionamento após o propulsor ser desligado.
O dois cilindros traseiro demorou 14 segundos para desligar sem a ignição das velas, como num motor diesel, mas devido à baixa octanagem, equivalente a 30, o querosene não foi suficiente para um funcionamento exemplar.
No caso do álcool de limpeza, até que funcionou de cara, mas com o motor também apresentando falhas no funcionamento e muita oscilação.
Por fim, o Shellite se mostrou mais adequado que o álcool e até mais que o querosene, conseguindo manter o motor em funcionamento por um bom tempo, mas igualmente irregularmente.
A conclusão é que Shellite e álcool são mais adequados na partida a frio, ainda que os três usados por muito tempo arruinaria o diminuto motor da Fiat, porém, ajudaria o dono a sobreviver num mundo sem combustíveis.
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