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Chevette turbo com motor AP: solução usada desde os anos 90

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Muitas soluções diferentes sempre foram usadas para deixar o Chevette mais potente do que originalmente saía de fábrica.

Ele ganhava motor de Opala (quatro ou seis cilindros), motor de Monza, e até mesmo motor de Ford Maverick.

Mas lá nos anos 90, uma solução começou a ser muito usada, que foi a de instalar um motor AP da Volkswagen, com adaptação feita através de uma flange.

Solução publicada em revista

Saiu na revista Oficina Mecânica, em 1994, a idéia de dois mecânicos de Santo André, SP, chamados Silvio Bussola e Mauro Péber.

Eles não só colocaram este motor AP no Chevette como também o turbinaram, entregando para o pequeno sedã uma potência que ele nunca imaginou receber.

O modelo da Chevrolet sempre foi muito usado para preparações não só por sua falta de potência original, mas também pela tração traseira, o que favorece um bom comportamento dinâmico.

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Flange era o segredo

O Chevette DL 1991 usado para a preparação, recebeu uma flange para poder acoplar o motor VW AP-1800 do Gol GTS no Clark original do Chevette.

Flange é uma espécie de espaçador, onde de um lado existem os encaixes para o câmbio da GM e do outro lado os encaixes do motor da Volkswagen, pois estes dois componentes não foram feitos para trabalhar juntos.

A embreagem era mista, tendo o disco do Chevette e o platô do Gol.

A disposição do motor continuava longitudinal, usando suportes e coxins modificados.

Câmbio, relações de marcha, suspensão, direção e freios permaneceram originais do Chevette, pois não se tratava de uma modificação tão extrema assim, ficando com cerca de 140 cavalos de potência final.

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Detalhes da mecânica

O motor Volkswagen 1.8 original foi equipado com um kit Turbo, rodando no álcool com turbina Garrett importada.

Ganhou cabos de vela de 8,8 mm, de silicone, e bobina Accel. No sistema de arrefecimento, o radiador original do Chevette ganhou ventoinha elétrica.

No sistema de alimentação, o carburador original do Volkswagen, um Brosol 2E, teve suas linhas de combustível refeitas, com o diâmetro das mangueiras aumentado.

O álcool chega vindo de uma bomba elétrica do Gol GTi. Foi adaptado também um dosador de combustível maior, colocado entre a bomba e o carburador, para ajustar a pressão do combustível quando a turbina entra em ação.

Andando com o Chevette turbinado

Em baixas rotações, o carro fica até que dócil, parece um carro sem “veneno” algum.

Quando a turbina entra em funcionamento, o carro vira outro, e os pneus destracionam com facilidade.

A aceleração de 0-100 km/h passou a ser feita em cerca de 8 segundos, e a estabilidade ficou até melhor, por uma melhor distribuição de peso.

Por se falar em pneus, foi usado no Chevette um conjunto de rodas de 15×6 polegadas, com pneus 195/50R15.

O motor AP da VW foi escolhido “pois ele é potente, resistente, fácil de envenenar e não acrescenta peso demasiado à dianteira do Chevette”, explicou o preparador.

Como o carrinho foi preparado para andar rápido, seu consumo médio ficava na faixa dos 5 km/l de álcool dentro da cidade.

Nada muito exagerado, tendo em vista que dependendo da cidade, nossos incríveis SUVs lentos e pesados do século 21 já consomem quase isso.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do PG jogos, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 18 anos de experiência como jornalista automotivo no PG jogos, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.

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